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O poder da Crossfire X1900

Sendo simples e direto, Crossfire é uma tecnologia desenvolvida pela ATI que consiste na junção de duas placas de vídeo ligadas ao mesmo tempo em uma única máquina, assim,o seu desempenho 3D seria aumentado de uma forma satisfatória (sua concorrente desenvolveu algo semelhante, conhecido como SLI). A Crossfire por sua vez é baseada em um chipset que fornece dois slots PCI Express x16 na placa-mãe, permitindo a conexão. É bom enfatizar que quando você estiver usando apenas uma placa, o slot PCI Express funciona na velocidade 16x, e quando as duas placas estiverem instaladas, cada slot passa a funcionar com uma taxa 8x. A Crossfire faz com que as placas interconectadas usem uma ponte externa, tornando possível à união do pode de processamento das mesmas. Essa tecnologia exige que as placas usadas sejam da mesma família, ou seja, qualquer placa da família Radeon X800, como os modelos XT, Pro, XL e etc, podem trabalhar em paralelo com a Radeon X800 Crossfire Edition. Vamos ver agora, os três passos que a empresa canadense deu até esse momento.

Crossfire 1ª Geração

O sistema é composto de uma motherboard crossfire, cabo dongle (cabo de conexão entre as placas) e as placas de vídeo, uma master e outra slave, lembrando que o sistema se baseia exclusivamente em uma placa "gerenciando" as duas. Essa primeira geração trouxe benefícios a mais do que apenas "juntar" placas de vídeo para obter melhor desempenho. Um deles é a possibilidade de novos modos de anti-aliasing, precisamente os modos 8x, 10x, 12x e 14x. Mas um ponto que deixou a desejar no Crossfire com as placas da série R4xx, foi à limitação de resolução/refresh rate, detalhes que de acordo com a ATI, se restringiria apenas à família da série R480, ou seja, a série Radeon X1k baseada no R520 não teria mais esse problema. Essa dificuldade faz com que o sistema passe a funcionar no máximo a 1600x1200 em 60MHz e nada mais. O maior problema enfrentado nessa primeira geração é a limitação de dados que passa pelos conectores DVI, utilizados nas R4xx, essa questão foi resolvida nas R520 de duas formas: nas X1800, um novo conector DVI-I foi usado, enquanto que nas X1300 e X1600, não é necessário conectar as placas pelo DVI, a conexão é feita diretamente pelo barramento PCI-Express. Mesmo assim, não decolou.

Crossfire 2ª Geração

Na segunda geração da Crossfire, as conexões foram reexaminadas e corrigidas para não haver limitações quanto à resolução, bem como os "drivers" amadurecidos. Alguns sites especializados testaram a X1800 XT. Os resultados foram satisfatórios, mas ainda não conseguiram agradar os usuários mais entusiastas, e consequentemente a ATI. Com um novo tipo de porta DMS, as freqüências de operação são de 625/1.500 MHz. Lembrando que a porta DMS (o novo conector especial para a conexão entre as placas) tem um novo design, impossibilitando o uso do cabo utilizado na Radeon X850 CrossFire Edition. Nós tivemos a oportunidade de acompanhar um teste, que foi realizado com a Crossfire utilizando duas placas Radeon X1800XT, juntamente com um processador Athlon 64 FX-57, operando a 2,8 GHz e duas placas Radeon X1800 XT à freqüências de 625/1.500 MHz (600/1.400 MHz em regime "duplo"). O resultado desse teste atingiu 13.039 pontos no 3DMark05. O que como já dissemos, não agradou os mais entusiastas, levando a ATI desenvolver uma nova versão procurando melhorias. A seguir o resultado dessas melhorias.

A nova geração

A ATI fez um lançamento especial para essa série, ao contrário de grandes empresas que difundem produtos e não conseguem suportar a demanda, ela conseguiu não só lançar um bom produto como também trouxe um fato inusitado, lojas virtuais iniciaram as vendas das novas placas aos consumidores antes mesmo do dia do lançamento oficial. Isso foi surpreendente, pois até então, não tínhamos visto um lançamento tão sério a ponto de os produtos estarem disponíveis antes mesmo de serem anunciados. Essa nova placa é uma atualização da tecnologia já vista na série Radeon X1000. A nova GPU, agora conhecida como R580, virá integrada na placa, apresentando as freqüências de 695 MHz, enquanto que a memória do tipo GDDR3 trabalhará nas freqüências de 1.550 MHz.

Radeon X1900 XT/XTX e XT CrossFire:

Para essa nova empreitada, a empresa canadense trouxe três placas de vídeo: a Radeon X1900 XT, a X1900 XTX e a Radeon X1900 XT CrossFire Edition. Iniciaremos nosso comentário sobre essa nova família da ATI, começando pela arquitetura. As placas de vídeo da série X1900 têm a mesma aparência externa, tanto que não há como distinguir uma X1800 XT de uma X1900 XT, afinal, ambas utilizam o processo de 90 nm feito pela TSMC. Contudo, há mais transistores na nova GPU R580 - mais de 380 milhões - pois foram feitas melhorias em sua arquitetura. A Radeon X1900 CrossFire Edition permite que seja utilizada junto a ela, uma X1900 XT ou XTX em configuração dual. Esta nova placa possui a mesma velocidade de clock da Radeon X1900 XT (625MHz para o core e 1.45Ghz para a memória, com 512MB de GDDR3). Lembre-se de que, no caso da CrossFire, pode-se utilizar duas placas de vídeo rodando em velocidades de clock assíncronas sem que uma das placas faça um "downclock" para se igualar a velocidade da placa mais lenta. É claro que você não pode renderizar mais rapidamente do que a placa permite, mas duas placas em configuração dual serão sempre mais rápidas do que uma XTX.

Radeon X1900 XTX "poderosa"

Sem parcialidade, afirmamos que a nova Radeon X1900 XTX (R580), chegou mostrando muito poder dentro do cenário mundial, superando a X1800 da própria ATI e a concorrente mais próxima. A placa chega a impressionantes números (chip rodando a 650MHz e 1,55GHz de memória DDR3), somados a presença de 48 processadores de pixel shader, 8 processadores de vertex shaders, 16 ROPs (render back-ends) e 16 texture units que, segundo a empresa, serão necessários para suportar os "pesados" jogos modernos. Claro que só veremos isso acontecer quando os games realmente aparecerem, mas vale a pena dar uma atenção a essas novas tecnologias. Para se ter uma idéia, acompanhando as novas tecnologias de desenvolvimento, os jogos exigirão mais poder de cálculo do que operações de texturas. Isso já ocorre nos lançamentos em que se utilizam shaders mais complexos e um número maior de instruções. Os processadores gráficos mais recentes da ATI caracterizam-se pela operação de três processadores de pixels shader para cada texture unit. Segundo a empresa, a razão 3:1 cria as condições ideais para a execução dos atuais e dos futuros aplicativos 3D. Ao que parece, a concorrência terá que correr atrás do prejuízo, pois aqui vimos que os canadenses realmente mostraram a capacidade e a sincronia entre games e hardware.

A vantagem do Shader Processors sobre os Pipelines

Já é conhecido, através de sites especializados, que os pipelines de uma placa de vídeo não determinam seu "poder". Isso se deve a arquitetura das placas de vídeo estar se afastando da relação precisa de 1:1, utilizada com vários pipelines; ao contrário disso, estamos entrando no mundo das unidades de processamento. Antigamente, podia-se dizer que uma placa tinha um certo número de pipelines e tal informação nos ajudaria a entender como seria o desempenho da placa.

O trabalho da ATI foi melhorar a performance dos shaders, principalmente no processamento dos pixel shaders. Ao invés de criar mais pipelines, eles aumentaram o número de "shader processors", ou Arithmetic Logic Units (ALUs). Esse foi o grande diferencial da ATI sobre a concorrência, pois, andando em outra direção e investindo em Pixel Shaders, conseguiram um desempenho melhor em suas novas placas. Para você ter uma idéia concreta do que estamos falando, as placas da família X1800 (R520 GPU) possuem 16 TMUs (Texture Mapping Units), 16 pixel ALUs (também chamadas de shader processors), 16 ROPs (Render Outputs, ou Raster Operators) e 8 vertex units. Já na série X1900 (R580), a ATI expandiu esses números de ALUs (shader processors), fazendo com que as placas ficassem com 16 TMUs (Texture Mapping Units), 48 pixel ALUs (shader processors), 16 ROPs (Render Outputs) e 8 vertex units. Criando assim, uma relação ALU / TMU de 3:1, totalizando 48 ALUs a 16 TMUs. Esse aumento no número de pixel shader processors resulta num poder de processamento aritmético três vezes maior que o da R520. O acréscimo na quantidade de shader processors também é responsável pelo aumento de 20% no número de transistores da GPU.

Fetch4 o novo recurso da X1900

Essa nova linha de placas gráficas traz recursos que a Radeon X1800 XT e XL não tinham: o Fetch4. Fetch4 é um recurso que pode ajudar a acelerar o processamento do "Shadow Mapping". Este funciona explorando o fato de que a maior parte das texturas é composta de valores de cores, cada um deles consistindo em quatro componentes (Red, Green, Blue e Alpha ou transparency). As unidades de texturas são concebidas para fazer simultaneamente a amostra e a filtragem dos quatro componentes de um único endereço de textura. Entretanto, ao procurar diferentes tipos de texturas com valores únicos para os componentes (como shadow maps), o Fetch4 permite que a amostra seja feita simultaneamente com quatro valores de endereços adjacentes, fazendo com que a taxa de texturas aumente em quatro vezes. Esse novo recurso, da mesma forma que o Dynamic Flow Control, funciona a partir do conteúdo, o que significa que os desenvolvedores precisam codificar seus games para que se utilizem destes.O Fetch4 não é automático e nem sempre que vai melhorar seus games, pois estes precisam ser programados, para assim, tirar vantagem desse novo recurso. Algo muito técnico é claro, mas nos pareceu eficaz.


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