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Next Play » Games » PC Games » Matéria » Autor: Guerrino
Splinter Cell: agente dois-em-um no PC

 

Criar um novo personagem que caia no agrado da comunidade de jogadores adultos não é tão fácil quanto parece. Poucos realmente são capazes de conquistar seu lugar em meio a uma multidão que engrossa anualmente a indústria de games. Não seria exagero dizer que o agente Sam Fisher, o astro da franquia Splinter Cell, é notadamente um desses. Bastou o lançamento de três títulos para que ele se transformasse, em um rápido intervalo de tempo, num personagem referencial da turma que joga no computador. E ele volta a atacar nesse final de ano em Splinter Cell: Double Agent, jogo para PC criado pela Ubisoft e distribuído no Brasil pela Electronic Arts.

Multifisher

Splinter Cell: Double Agent, é um daqueles games multiplataforma que parece ter sido pego pelos efeitos da globalização: os vários desenvolvedores da Ubisoft cuidaram de preparar o jogo cada qual para um sistema específico, em diferentes países. A Ubisoft Shanghai ficou com a versão Xbox 360 e PC, deixando a cargo da filial de Montreal a execução do jogo para Nintendo Wii, PlayStation 2 e 3, Game Cube e Xbox. Todas, claro, ligeiramente diferentes umas das outras. Nesta matéria, trataremos da versão PC, que foi a que recebemos para fazer a análise. Para adiantarmos o serviço, digamos que quem estiver familiarizado com os capítulos anteriores de Splinter Cell se sentirá em casa.

 

No time de lá e de cá

 

O subtítulo Double Agent não está aí por acaso. Sam Fisher foi encarcerado de infiltrar-se em um grupo terrorista e desmantelar toda a organização conhecida como JBA (abreviação de John's Brown Army). Ou seja, o superagente continua trabalhando para o governo, mas essa nova missão o fará enveredar no centro do terror, obrigando-o a valer-se não somente de suas conhecidas habilidades furtivas (que continuam em plena forma, obrigado!), mas também de uma lábia que aumentará a reputação dele entre os parceiros do crime, o que permitirá o avanço de Fisher na operação que precisa desempenhar. Por essa qualidade ambigüa, este Splinter Cell levará o jogador constantemente a enfrentar dilemas morais e a tomar as decisões mais acertadas para pôr um fim à JBA - o problema está no fato de que ao mesmo tempo em que presta contas à National Security Agency, precisará executar missões terroristas que podem causar a morte de milhares de pessoas - essa virada no roteiro de Double Agent é uma inovação trazida para a franquia Splinter Cell. Manter a confiança de ambas organizações exige um grande trabalho de administração do gamer, abrindo um leque variado de opções que conduzem a diferentes desfechos. Por essas e por outras, é natural lembrar do seriado 24 Horas enquanto jogamos.        

 

  

 

Stealth action

 

Os elementos clássicos dos games prévios de Splinter Cell estão aqui: a essência do stealth spy, de caminhar furtivamente, esconder-se nas horas certas, aproximar-se repentinamente para apunhalar ou quebrar um pescoço. Mas o pano de fundo do agente duplo conseguiu melhorar bastante a história: logo no início descobrimos que Sam Fisher perdeu sua filha num acidente de carro e também tem que encarar a morte de um agente mais jovem que trabalhava com ele. Fisher mergulha em uma operação de disfarce - é enviado para uma prisão de segurança máxima onde terá que travar amizade e ganhar a confiança de um integrante do grupo radical JBA.

 

 

O que lembra Chaos Teory...

 

O setor gráfico de Double Agent está bem próximo do título anterior do agente, Chaos Theory. O motivo principal disso é que a Ubisoft usou o engine Unreal 2, com algumas modificações. Sonoramente, está tudo no seu devido lugar, as músicas estão bem adaptadas aos acontecimentos e os sons de tiros e burburinhos entre soldados convencem. O ator Michael Ironside também está de volta, fazendo sua a voz de Sam - parece que desta vez o trabalho dele foi mais dirigido, sendo praticamente improvável imaginar Fisher com outra voz. 

 

 

   

 

Dez missões

 

A versão PC está dividida em 10 estágios, sendo que o primeiro tem cara de treinamento e aprendizado. Como de praxe em Splinter Cell, a regra, nas missões, é agir furtivamente e nas sombras para não ser pego - alcançar seus objetivos sem dar um tiro sequer é muito recomendado e, mais importante, possível. Os cenários de Double Agent são bastante variados, fazendo Sam percorrer instalações do John's Brown Army, embarcações e diferentes locais mundo afora, como Xangai e Sibéria, por exemplo. Além das sombras, elementos naturais podem ser utilizados em seu favor, como nevascas e fumaça. O arsenal do superagente também foi resgatado, então conte com rifles e pistolas com silenciadores. Determinados armamentos devem ser destravados conquistando-se objetivos nas campanhas.

 

 

 

 

Brincando de enganar

 

Como já foi dito, Splinter Cell Double Agent lida com a questão do jogo duplo. Assim, para controlarmos nossas próprias ações, cada hora pensando em beneficiar uma organização diferente, a JBA e a NSA possuem barras de representação da confiança que têm em Sam. A dica é não deixar que essas barras se esgotem, o que acarretará no término abrupto do jogo.  Isso pode dar um nó na cabeça do jogador, pois durante as operações é preciso pensar em satisfazer os propósitos das duas facções - para piorar, o objetivo de uma delas pode ser o que a outra menos deseja que aconteça! A edição lançada para PC tem lá suas diferenças quanto às outras plataformas, considerando que a linearidade das missões é sua maior desvantagem. O que, cá entre nós, não chega a comprometer o divertimento. Para compensar esse lado, a Ubisoft Shanghai espalhou alguns minijogos para fortalecer Double Agent como um todo, oferecendo mais opções.        

 

 

    

 

 

Peguem-no! Ele está ali!!!

 

Digna de nota é a inteligência artificial empregada neste Splinter Cell. Os guardas e demais NPCs que guardam instalações e ambientes não são completos molóides, o que dificulta muito o trabalho. Os alarmes, quando disparados, não são interrompidos tão facilmente, assim como um único adversário bem plantado em um ponto pode ser um tremendo estorvo. Basta um deles localizar Fisher para avisar os companheiros. Usando lanternas e outros artifícios, eles são capazes de acabar com todas as condições naturais que ajudam a passar despercebido.

 

Coisas que só a versão PC faz para você

 

O PC traz uma jogatina multiplayer muito interessante: modo cooperativo. Em tela dividida, é possível que dois jogadores participem de uma mesma missão, baseada na campanha principal. Assim, enquanto um dos gamers assume o papel de Sam Fisher, um amigo pode encarnar um parceiro que atua paralelamente. No total, são 15 missões do gênero. Outro recurso multiplayer para o jogo no computador é o já conhecido Spy vs Mercenaries, que pode ser experimentado online       

    


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